Projeto Básico · 2026
Laboratório de Práticas de Leitura
estudos, metodologias e articulações institucionais
Ambiente interdisciplinar e interinstitucional para reunir estudantes, professores e profissionais de áreas diversas em torno de um problema comum: como fazer a leitura participar positivamente da vida sociocultural contemporânea.
Não pertence a uma única disciplina nem se destina a um único público: a leitura é transversal — atravessa a Literatura, a Educação, a Computação, a Comunicação, as Artes, a Antropologia, a Filosofia, a Biblioteconomia e outras áreas que, isoladamente, não dão conta de compreendê-la nem de promovê-la.
Ecossistema de inovação aberta (Living Lab) que articula academia, poder público e sociedade civil. Investiga e qualifica práticas de leitura em ambientes reais, com tecnologias digitais, sociais e metodologias de co-criação.
A coordenação extensionista permanece no programa RELer&fazer. Este site é a casa pública do Laboratório. O documento canônico está no Drive: Abrir o Projeto Básico.
Por que um laboratório, e não um grupo de pesquisa
Um grupo de pesquisa convencional opera dentro de uma área e de uma comunidade acadêmica restrita. O Laboratório precisa ser ponto de convergência entre saberes que normalmente não dialogam — e precisa fazê-lo em ambientes reais: escolas, centros culturais, praças, bibliotecas comunitárias, territórios.
Perceber e monitorar a ocorrência da leitura em ambientes diversos é um passo para políticas e instrumentos de mediação realmente eficazes. Consorciar parceiros num laboratório interinstitucional é a via escolhida.
Questão central
De que maneira a integração de tecnologias aliada a abordagens interdisciplinares pode potencializar metodologias e práticas de leitura inclusivas, críticas e inovadoras?
Que elementos metodológicos devem ser considerados para que a leitura participe — positivamente — da vida sociocultural contemporânea mediada por dispositivos tecnológicos?
Objetivo geral
Desenvolver um Laboratório interdisciplinar, experimental e interinstitucional que explore, por Residências Formativas, as interseções entre leitura, cultura e tecnologia: como as transformações afetam as práticas de leitura, que metodologias as promovem de modo inclusivo, crítico e inovador, e como potencializá-las em contextos educacionais, culturais e sociais.
Objetivos específicos
- Executar ciclos do Programa de Residências Culturais Formativas Livres e Continuadas.
- Promover o Seminário Metodológico de Altos Estudos em Práticas de Leitura (formação, escuta, aprofundamento, apresentação de resultados).
- Investigar processos de leitura nos quatro núcleos formativos, em continuidade à agenda CNPq de Cibercultura, Humanidades Digitais e Pós-Humanidades.
- Desenvolver plataformas educacionais interativas (gamificação, realidade aumentada, IA) que estimulem a leitura crítica.
- Realizar oficinas culturais, pedagógicas e técnicas para validar ferramentas e metodologias.
- Implementar a Mostra Itinerante Biblioteca do Mar.
- Conduzir estudos empíricos de práticas de leitura, com métricas de habilidade, engajamento e inclusão.
- Oferecer assistência a parceiros institucionais na implementação e revisão de políticas de leitura.
Quem participa
- Residentes fixosPós-graduandos, professores em formação continuada ou profissionais liberados por suas instituições. Selecionados por chamada pública, recebem Plano Básico de Atividades e são designados a um Núcleo.
- Residentes voluntáriosParticipam de oficinas, seminários, hackathons e ações pontuais, sem dedicação contínua. Garantem diversidade disciplinar e ligação com o território.
- Colaboradores institucionaisSecretarias, OSCs, coletivos e redes de ensino na governança: infraestrutura, público, legitimidade territorial e pautas dos Seminários de Escuta.
- Coordenação e orientaçãoProfessores-pesquisadores da UFES, do Ifes e de IES parceiras. Compõem o Conselho Científico.
Living Lab
Ecossistema de inovação aberta, centrado no usuário, que integra pesquisa e inovação em contextos reais — não só em ambiente controlado de laboratório universitário. Observa práticas leitoras em situação, co-produz soluções com mediadores e docentes, testa metodologias em pilotos e devolve resultados ao território.
- Co-criaçãoNenhuma solução por demanda institucional ou social é desenvolvida de cima para baixo. Os Seminários de Escuta orientam o trabalho dos Núcleos.
- Experimentação em contexto realAs metodologias não são apenas teorizadas; são testadas em escolas, praças, centros culturais e comunidades, com avaliação de impacto.
- Colaboração multissetorialAcademia (UFES, Ifes, IES parceiras), poder público, sociedade civil e setor produtivo da economia criativa local.
- IteraçãoCada ciclo formativo revisa produtos e metodologias do anterior. O Lab evolui com o território, não apenas sobre ele.
A causa da leitura
A leitura acontece — ou deixa de acontecer — em toda parte: na escola e na praça; na biblioteca e no ônibus; no livro e na tela; na solidão e na roda. O Laboratório existe para compreender essas ocorrências, qualificá-las e multiplicá-las.
A arquitetura formativa está em Núcleos e Projetos integradores. A coorte de graduação 2026/2 está em Turmas.